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O que é a contribuição facultativa do INSS

O que é a contribuição facultativa do INSS

Você sabia que pessoas que não trabalham também podem obter os benefícios do INSS? Essa opção é possível graças à contribuição facultativa, uma prática prevista em lei.

Neste post, vamos mostrar quais são os critérios para recorrer a essa alternativa. Como oferecemos o serviço de advocacia e consultoria previdenciária, vamos explicar neste post a diferença entre contribuinte facultativo e contribuinte individual. Siga a leitura para conhecer mais detalhes.

O que é contribuição facultativa?

A contribuição facultativa é o recolhimento feito ao INSS por pessoas que não exercem atividade remunerada. Ela permite manter a qualidade de segurado e garante acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.

Como o nome indica, a contribuição é opcional. Podem ter direito a ela, entre outros:

O que é preciso para se tornar um contribuinte facultativo?

Para recorrer à contribuição facultativa, basta preencher os seguintes requisitos:

Vale ressaltar que, embora a Lei 8.213/1991 mencione a idade de 14 anos, a aplicação prática segue o limite de 16 anos de idade. Isso ocorre porque o Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999) foi ajustado para refletir a Constituição Federal, que proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos (salvo na condição de aprendiz). Assim, para o INSS, a filiação como facultativo só é permitida a partir dos 16 anos.

O texto diz exatamente o seguinte: “É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição […], desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social”. Assim não restam dúvidas, né?

Leia também: Benefícios previdenciários – conheça seus direitos

Qual é a diferença entre contribuição individual e contribuição facultativa?

Aqui temos outro ponto importante que precisamos observar. A legislação estabelece diferenças entre a contribuição facultativa e a chamada contribuição individual.

Basicamente, o contribuinte individual é aquele que exerce atividade remunerada por conta própria. Trata-se, portanto, do trabalhador autônomo. Nesse caso, o cidadão deve pagar ao INSS uma porcentagem da quantia que faturou no mês.

Já o contribuinte facultativo é a pessoa que não trabalha. Nessa hipótese, o valor da contribuição é de livre escolha, conforme critérios que vamos explicar na sequência.

Por fim, há uma diferença no período de graça, isto é, no tempo que a pessoa permanece com os benefícios previdenciários mesmo se deixar de pagar o INSS. Para contribuição facultativa, a graça é de seis meses. Para contribuição individual, é de um ano.

Resumindo, então, temos as seguintes características:

Contribuinte individual

Contribuinte facultativo

O que é melhor: contribuinte individual ou facultativo?

Não existe um “melhor” de forma geral — a escolha entre contribuinte individual e facultativo depende da sua situação de trabalho. A diferença principal está em ter ou não renda.

Leia também: O que fazer em caso de demora do INSS para conceder benefício

Tipos de Contribuição Facultativa

Na hora de aderir à contribuição facultativa, você pode optar entre três modalidades diferentes. Vamos a elas:

Plano normal

No plano normal, o contribuinte paga o equivalente a 20% do salário de contribuição, que começa no salário-mínimo e vai até o teto do INSS. Considerando os valores de 2026, o salário-mínimo é de R$ 1.621,00, enquanto o teto fica em R$ 8.475,55.

Dessa forma, a contribuição mensal vai de R$ 324,20 a R$ 1.695,11. Quem decide o valor a ser pago é a própria pessoa.

Plano simplificado

No plano simplificado, o recolhimento é de 11% sobre o salário de contribuição. Assim, as taxas mensais fixas são de R$ 178,31.

Embora seja uma opção mais barata, vale dizer que esse plano tem restrições. O contribuinte facultativo não poderá se aposentar por tempo de contribuição, tendo que aguardar até a idade mínima para conseguir o benefício.

Se quiser saber mais sobre essa modalidade, confira nosso artigo sobre o Plano Simplificado de Contribuição (código 1163 do INSS).

Facultativo baixa renda

A terceira modalidade diz respeito a cidadãos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), geralmente numa situação que se enquadra em baixa renda.

Nesse caso, a contribuição é de 5%. Considerando o salário-base de R$ 1.621, o pagamento mensal fica em R$ 81,05.

Quais são os direitos de um contribuinte facultativo?

Para o contribuinte facultativo ter direito a diversos benefícios do INSS, ele precisa manter as contribuições em dia e cumprir os períodos de carência exigidos por lei. Entre os principais direitos estão:

Esses direitos garantem proteção social mesmo para quem não exerce atividade remunerada, oferecendo maior segurança em situações de doença, maternidade, invalidez ou falecimento.

Saiba mais: Como funciona o período de carência do INSS para diferentes benefícios

Como realizar a inscrição de contribuição facultativa?

Para começar a contribuir como segurado facultativo, o primeiro passo é se inscrever no INSS e obter o Número de Identificação do Trabalhador (NIT), que é o registro usado para acompanhar suas contribuições.

Essa inscrição é gratuita, rápida e fácil, e pode ser feita por diferentes canais, como o site ou aplicativo Meu INSS, além do telefone 135.

É importante ter o RG e CPF em mãos em qualquer uma das modalidades acima. 

Com o NIT em mãos, basta emitir a GPS (Guia da Previdência Social) e começar a contribuir, conforme veremos adiante.

Como encontrar o NIT – para quem já contribuiu com o INSS

Primeira coisa que precisa ficar clara: o NIT é a inscrição utilizada por aqueles que não possuem vínculo empregatício formal, como autônomos, MEIs e contribuintes individuais, incluindo os segurados facultativos.

Além disso, precisamos explicar que o PIS e o PASEP equivalem ao NIT porque, na prática, todos são números de identificação do trabalhador dentro dos sistemas da Previdência Social — o que muda é quem gerou o cadastro originalmente.

De forma simples:

As principais formas de você encontrar o NIT são:

Como obter o NIT – para quem nunca contribuiu

Para quem nunca contribuiu ao INSS e ainda não tem NIT, o cadastro é simples, gratuito e pode ser feito em poucos minutos. Veja as principais formas:

Veja também: Como fazer o pedido de aposentadoria pela internet

Como saber se a contribuição facultativa vale a pena para você

Naturalmente, garantir benefícios previdenciários é importante. Afinal, eles são uma segurança para imprevistos que podem ocorrer no futuro.

Porém, a situação financeira de cada indivíduo é algo muito particular. Por isso, deve-se observar quais são as suas necessidades de vida e quanto você conseguiria pagar numa eventual contribuição ao INSS.

Quer um conselho? Conte com ajuda profissional dos advogados do Tomasi | Silva para se planejar. A equipe do nosso escritório também atende de forma online, podendo analisar seu caso.

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